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Luciana Nóbrega, Advogado
Luciana Nóbrega
Comentário · ano passado
Em minha humilde opinião, e posso estar errada:

A real é que, até existem mesmo alguns tipos de greves, que podem não afetar o funcionamento de alguns setores. E no caso, o translado de seus funcionários.

Contudo, caberia a analise, aos artigos principais da Constituição Federal, e inclusive da Declaração Universal dos Direitos Humanos (assim como, pactos internacionais dos quais o Brasil faz parte ou finge fazer), onde se cursa sobre a vida e a segurança, como maiores bens jurídicos a serem protegidos. E sabendo-se ainda, cláusulas indiscutíveis dos Direitos Sociais (as famosas clausulas pétreas).

Deste modo, cabendo ou não no artigo do código de trabalho, ou de qualquer convenção existente. Deveria ser tratado como uma discussão séria onde caberia (até mesmo quase que em uma obrigatoriedade), existir um maior respeito de todos os setores, e até mesmo dos empresários (individualmente): a vida e a segurança de seus funcionários.

Digo, isto, no que diz respeita a alguns tipos de greves (não a todas) - mas as que, como esta que estamos vivendo (hoje), afeta o País como um todo - não só no translado dificultoso e quase inexistente, como principalmente e até mesmo na questão da segurança pessoal.

Desculpe por opinar, e desculpe-me mais ainda por não fazer isto de forma sucinta - mas não resisti, porque acho um absurdo valer, artigo de Lei, em situações em que a vida humana deveria ser o bem maior em questão. Ainda mais, quando já se sabe que certas questões éticas, deveriam estar a cima das leis (que muitas vezes não as alcançam).

O problema maior também, ao meu ver, é que geralmente, quem faz a Lei não precisa - ao menos aqui no Brasil - , de transporte público (e nem de alguns outros serviços públicos, que estas regulam) - então, acham muito fácil o funcionário de repente voltar para casa se chegar no meio do expediente e não tiver mais combustível, para rodar nem os 30 % dos carros que dizem que estão rodando (mas quem sai nas ruas, já não os vê).

Mais uma vez, perdão por escrever tanto, mas é que me da raiva, da vontade até de parar de falar sério e fazer deboche (já que parece que é com deboche, que somos tratados), e dizer: que isto acontece, porque não são eles que precisam acessar o serviço de teletransporte !

(foi mal ai, o desabafo: mas não resisto, em dizer, que este país é uma grande ironia de leis, que não se comunicam ).
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